LPCD - Linha Privativa de
Comunicação de Dados
By Luis Augusto Pelisson
Link Original: http://www.dainf.cefetpr.br/~pelisson/com07a.htm
Linha Privativa
de Comunicação de Dados é o meio de transmissão que interliga 2 pontos
distintos e não conectado aos equipamentos de comutação das estações de
telecomunicações públicas.
As LPCDs são
classificadas em 3 tipos: N (normal), C (condicionada) e B (banda base). A tipo
N possibilita a transmissão analógica de sinais de dados em âmbito urbano ou
interurbano e independe da velocidade de transmissão de dados, mas restringe-se
à transmissão analógica, não sendo possível a transmissão por pulsos
(digital). Já a tipo C, tem praticamente as mesmas características da tipo N,
mas com valores limites mais rígidos quanto à atenuação, distorção de
atenuação e relação sinal/ruído. A tipo B possibilita a transmissão de
sinais em banda base (digital) mas depende da velocidade de transmissão do
circuito, isto é, uma LPCD tipo B 1200 não pode atender à transmissão em
9600 bps.
A distorção por
atenuação caracteriza-se por uma perda de energia do sinal elétrico e diminuição
da sua relação sinal/ruído, tornando o sinal mais suceptível aos ruídos
inerentes da linha. Esta perda de energia é a diferença de nível entre a
transmissão do sinal e a sua recepção no destino, causada pelo descasamento
de impedância da linha. A perda de energia será tanto maior quanto maior for a
frequência.
Todo meio de
transmissão apresenta uma característica de fase x frequência não linear, o
que altera a relação de fase entre as diversas frequências componentes do
espectro de dados, resultando em distorção na recepção. O atraso de grupo é
definido como a derivada da fase de um sinal em relação a sua frequência.
Para um meio linear, onde a fase varia proporcionalmente à frequência, o
atraso de grupo seria 0.
As distorções
de fase se devem às reatâncias presentes no meio de transmissão, por isso é
conveniente se evitar a transmissão de dados em faixas de frequências próximas
aos limites das curvas dos filtros.
Os ruídos são
provocados por equipamentos de chaveamento presentes nas estações telefônicas,
terminais, modems, motores elétricos e pela própria linha. Este tipo de
deteriorização de sinal é muito difícil de compensar, pois não pode ser
prognosticado. A relação sinal/ruído (dB) corresponde à diferença entre o nível
de sinal recebido e o nível de ruído inerente ao meio de transmissão.
Existem ainda os
ruídos impulsivos que consistem de impulsos elétricos não prognosticáveis
que suplantam a amplitude do sinal de informação. As fontes desse tipo de ruído
são naturais (raios, explosões solares, etc.) ou provocadas (ignição de
automóveis, comutação, discagem nas centrais telefônicas, etc.). O próprio
modem e o DTE podem gerar ruído impulsivo através de encaixes mal ajustados,
soldas frias, contatos sujos, etc. A recomendação da CCITT V.53 estabelece
que, num período de 15 minutos o número de picos de ruído que ultrapassem um
dado limiar não deve ser superior a 18.
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