O inimigo das redes wireless
O inimigo das redes wireless
Marcelo Ferreira
O objetivo desta matéria é ajudar toda e qualquer pessoa, seja ela
física ou jurídica, que use o sistema de transmissão de dados wireless
(via rádio), pois hoje o maior inimigo deste sistema é a poluição de RF
(ruído ou batimento).
A transmissão de dados via rádio no Brasil vem se expandindo
geometricamente na freqüência de 2.4 Ghz, o que esta ocasionando uma
total poluição de RF, que aparece na forma de ruído ou batimento.
Por
falta de maiores conhecimentos sobre o assunto, tem se aumentado
indiscriminadamente a potencia de transmissão, seja através da troca
por equipamentos de maior potencia ou pelo uso de amplificadores,
aumentando cada vez mais a poluição de RF, tornando-se quase impossível
em certas regiões obter-se um sinal com o mínimo de qualidade
necessário para o uso do sistema.
Muitos estão migrando para a freqüência de 5.8 Ghz, na tentativa de
melhorar o sinal, principalmente em links ponto a ponto, mas os
equipamentos para esta freqüência têm um custo muito elevado, (quase
três vezes mais que os de 2.4 Ghz), tornando quase inviável seu uso
comercialmente.
Não fosse isto, já estaríamos com problemas também nesta freqüência,
alias, já estamos cometendo os mesmos erros no uso de 5.8 Ghz, ou seja,
aumento de potencia com a intenção de melhorar o sinal.
Tal procedimento, com certeza nos levará aos mesmos problemas hoje existentes com a freqüência de 2.4 Ghz.
Vamos através desta matéria, orientar instaladores e usuários deste
sistema, quanto ao uso de potencias adequadas, bem como escolher a
antena 2.4 e 5.8 ghz que melhor se ajuste as suas necessidades, vamos
também ajudá-los a identificar a origem da interferência de RF
(ruído),ou batimento, como diminuí-los sensivelmente, como melhorar a
qualidade do sinal, se possível com os equipamentos já instalados,
etc...
Poucos dão a devida importância para o elemento irradiante (antena) em
um sistema wireless, preocupando-se com o rádio, hub, servidor, etc...,
Achando que a antena é um simples acessório. No entanto, a antena é de
fundamental importância para a transmissão de um sinal com alta
qualidade.Um rádio de $ 15.000 com uma antena inadequada pode
transmitir um sinal bem inferior a um rádio de $ 5.000 com antena bem
dimensionada, para ter-se uma idéia da importância da antena,
independente da qualidade do rádio, ele não funcionará sem uma antena.
Existe um modelo de rádio, parecido com um cinescópio, totalmente
hermético para ser instalado em local exposto ao tempo, e como o ele
não necessita de antena externa para funcionar, muitos acham que o
mesmo opera sem antena, mas acontece que ele já possui uma antena
interna de alto ganho.
È através da antena que poderemos aumentar a intensidade e a qualidade
de um sinal, sem aumentar o ruído.Se desde o início houvesse a
preocupação de se usar a mínima potencia na transmissão de dados via
rádio, procurando-se melhorar a qualidade do sinal e o aumento da
distancia a ser atingida com o uso de antenas adequadas, bem projetado,
não estaríamos hoje com tantos problemas.
Alguns hão de dizer; como alcançar longas distancias com um rádio de
apenas 32 mw, mesmo usando uma super antena.Bem, quando queremos
atingir uma distancia superior ao limite de um rádio de 32 mw com uma
super antena, devemos instalar um novo ponto de acesso dentro deste
limite e assim por diante, até atingirmos a distancia desejada, desta
forma não estaríamos provocando interferências em outros rádios, seja
eles nossos ou não, e com isso todos teriam melhor qualidade de sinal.
"Quanto maior a potencia empregada, maior serão nossos problemas de poluição com RF".
Hoje existe uma verdadeira guerra principalmente entre provedores de
Internet, cada um aumentando mais e mais a potencia de transmissão,
quer seja com a troca de equipamento (rádio), ou pelo uso de
amplificadores, chegando a causar danos a sua própria transmissão de
dados.
Abaixo vou citar dois exemplos em que participei como consultor
wireless, e que dará ao leitor uma idéia da dimensão do problema e de
sua gravidade.
No primeiro caso, dei suporte técnico para um provedor de Internet, o
qual estava perdendo clientes porque já não conseguia manter um link
com as mínimas condições aceitáveis, aliás, seu concorrente também
estava perdendo clientes pelos mesmos motivos, ou seja, em certos
horários o ruído era tão intenso que derrubava o link hora de um
provedor, hora do outro e quem estava ganhando era um provedor com o
sistema de ADSL, que por razões óbvias, não precisava fazer muito
esforço para conseguir clientes. Para se ter uma idéia, estes
provedores não tinham rádio com potencia inferior a 300 mw e todos os
rádios de ambos estavam equipados com amplificadores de 1 watt, sendo
que um deles tinha um amplificador de 2 watts, e todas as antenas
parabólica fechada eram de 32 dbi.
Ora, um rádio de 300 mw, equipado com um amplificador de 1 watt e uma
antena parabólica de 32 dbi, causa problemas sérios, inclusive com
possibilidades de derrubar qualquer link de transmissão de dados que
venha cruzar seu lóbulo de irradiação em uma distancia de
aproximadamente de 15 Km.
A única solução que encontrei para estes provedores foi orientá-los
para que tirassem todos estes equipamentos, e voltassem a usar
equipamentos de baixa potencia e antenas projetadas para cada caso.
Após vários testes para provar que esta era a única solução, consegui um acordo entre ambos.
No segundo caso, o suporte técnico foi para uma empresa privada que
havia feito um link com uma de suas filiais, através de um equipamento
de 200 mw equipado com amplificador de 1 watt e antena parabólica de 27
dbi(sem necessidade). Este link funcionou bem por um período de
aproximadamente 60 dias,após este período começou os problemas com
ruído, o motivo? O provedor de Internet local foi prejudicado com este
link de potencia elevada e tentando resolver o seu problema, aumentou
consideravelmente a potencia de transmissão do seu ponto de acesso.
A solução para ambos foi usar equipamento de baixa potencia e o uso do
tipo e modelo de antena que mais se adequasse aos seus propósitos.
Estes exemplos não são casos isolados, as maiorias das redes wireless
estão sendo feitas através de equipamentos cada vez mais potentes,
acoplados a amplificadores e muitas vezes com o uso de tipos e modelos
inadequados de antenas.
Já se chegou ao absurdo de usar amplificador nas duas pontas de
um enlace wireless de curta distancia, aproximadamente 8 km.
Imaginem se as operadoras de telefonia celular agissem da mesma forma
que os provedores e usuários da transmissão de dados via rádio, usando
equipamentos de maior potencia, seria um caos, todos eles teriam os
mesmos problemas que hoje enfrentamos no sistema wireless de
transmissão de dados.
Mas elas estão bem assessoradas e ao invés de aumentar potencia para
abranger uma área maior, instalam vários pontos com potencia
baixa(células) e assim operam sem problemas.
Desta forma, só conscientizando os usuários do sistema de transmissão
de dados via rádio, para adquerirem o máximo de informações técnicas
possíveis sobre altas freqüências, como elas se propagam, por que há
vários tipos e modelos de antenas e como elas funcionam, enfim,como
funciona este sistema via rádio de um modo geral.
Muitas vezes achamos que o problema esta na rede de transmissão
física(do rádio até a antena), ou na transmissão wireless propriamente
dita(irradiação de RF entre antenas), e o mesmo esta na programação dos
equipamentos, portanto seria importante também conhecerem arquitetura
de redes TCP/IP etc... .
Tenho certeza que bem informados, irão tentar baixar a potencia de
transmissão e usar antenas específicas para cada caso, alem de criarem
mais pontos de acesso.
Abaixo, darei o máximo de informações, tanto técnica quanto prática
sobre os tópicos: altas freqüências, elemento irradiante (antena) e
cuidados na instalação de equipamentos. Tenho certeza, ajudarão os
usuários deste sistema, a amenizar seus problemas com interferências de
RF, má qualidade do sinal, queda de link etc...
A) - Altas freqüências:
As altas freqüências, como 2.4 e 5.8 Ghz, são freqüências chamadas de
visuais, ou seja, tem que haver visada entre as antenas 2.4 ghz ou
entre a antenas 5.8 ghz, caso contrário não haverá link. Portanto este
é o primeiro teste que se faz para avaliar a viabilidade de um link,
tenta-se enxergar de um ponto, o outro, mesmo que seja com auxílio de
um binóculo, se isto for possível, já é um bom começo. O segundo passo
é instalar provisoriamente um rádio em um dos pontos, e auxiliado por
um not book no outro ponto, tentaremos avaliar a qualidade do sinal
recebido e enviado, com este segundo passo, poderemos determinar o tipo
de antena necessária, bem como de equipamento.
Quando operarmos com mais de um rádio no mesmo local, teremos que
programar estes equipamentos em canais distantes entre si de no mínimo
tres canais, caso contrário, haverá interferência entre eles.Estas
freqüências possuem um inimigo natural que é a água, ela atua sobre
estas freqüências de dois modos; refletindo a freqüência como um
espelho reflete a luz, alterando deste modo o lóbulo de irradiação
original, ou quando penetrar umidade no gama de uma antena, no
conector, ou até mesmo internamente no cabo condutor, ocasionando uma
perda considerável de sinal, podendo inclusive haver a queda total do
link, até que a umidade se evapore.
Quando houver penetração de umidade internamente em conectores e cabos,
estes deverão serem substituídos, mesmo que venham a funcionar depois
de secos, isto porque um processo de oxidação iniciou-se internamente
nos mesmos o que ocasionará problemas futuros na qualidade da
transmissão.
B) - Elemento irradiante(antena):
O elemento irradiante, ou seja, a antena, é um componente vital para a
transmissão de dados via rádio,e não apenas um acessório como muitos
pensam.
A escolha correta do tipo e modelo de antena é que vai determinar a
qualidade do sinal transmitido e não "a potencia aplicada ao mesmo".
Quando aumentamos a potencia de transmissão, aumentamos o sinal com
todos os ruídos existentes em proporções iguais, portanto, não
melhoramos a qualidade do sinal, ou seja, se tivermos um sinal com 32
mmw de potencia e 40% de ruído e aumentarmos a potencia para 500 mmw, o
mesmo continuará com 40% de ruído. Neste caso, estaremos aumentando
tanto a poluição de RF, quanto a área atingida pela mesma.
Agora, se ao invés de aumentarmos a potencia, projetarmos o tipo e
modelo de antena que mais se aproxime do ideal para este link, bem como
o local mais apropriado para sua instalação, teremos uma queda sensível
no percentual do ruído, aumentando a qualidade do sinal.
É claro que podemos conciliar o aumento de potencia, com o tipo e
modelo de antena, porem tomando todos os cuidados para não
interferirmos em outros sinais independente de quem esteja originando
os mesmos.
Toda a vez que interferirmos em outro sinal, quem estiver originando o
mesmo, com intuito de resolver o problema e talvez por falta de um
conhecimento mais profundo da matéria, ira também aumentar a potencia
deste sinal, aumentando com isto a poluição de RF,tornando cada vez
mais difícil a transmissão de dados via rádio.
Embora existam vários modelos de antenas quanto ao ganho,
lóbulo de irradiação e polarização,
os tipos são basicamente três:
1) onidirecional,(conhecida como omnidirecional). 2) semi direcional (conhecida como setorial) 3) direcional
Existem ainda tipos como yagi,helicoidal etc...mas como a helicoidal
por suas características não é praticamente usada em 2.4 e 5.8 ghz e a
yagi é uma antena direcional muito sensível a ruídos vindos de todos os
lados, também não é muito usada nestas freqüências, não vou incluí-las
nesta matéria.
A antena omnidirecional, irradia num ângulo de 360 graus na horizontal
e o ângulo de irradiação na vertical pode variar de 3 a 30 graus
aproximadamente de acordo com o modelo. Quanto a polarização, os
modelos são distintos, ou é vertical ou horizontal.
OBS: Quanto maior o ganho desta antena, menor será seu ângulo de
irradiação na vertical. tornando-se menos próprias para curtas
distancias.
Sua principal vantagem é que podemos efetuar links em todas as
direções a nossa volta com uma única antena.
Sua principal desvantagem é de captar ruídos vindos de todos os lados.
Quando a poluição de RF (ruído) é muito elevada no local, nos obrigamos
a substituir uma omnidirecional por quatro antenas setoriais com lóbulo
de irradiação de 90graus na horizontal.
A antena setorial, também chamada de painel setorial conforme o modelo,
pode ter seu ângulo de irradiação na horizontal de aproximadamente
entre 30 e 180 graus e na vertical aproximadamente de 3 a 30 graus.
Quanto a polarização, os modelos principalmente acima de 12 dbi são
distintos, ou é vertical ou horizontal.
Existem modelos abaixo de 12 dbi que basta girar o mesmo 90 graus para mudarmos a polarização.
Com esta antena, podemos cobrir vários pontos em uma área bastante
ampla, porém em direção pré determinada. Este tipo de antena atenua
levemente os ruídos vindo de trás e sua atenuação quanto aos ruídos
laterais, quase não existe.
A antena direcional conforme o modelo, pode ter seu ângulo de
irradiação na horizontal de aproximadamente entre 7 e 20 graus e na
vertical entre 3 e 10 graus. Quanto a polarização, a maioria dos
modelos possui as duas polarizações, é só girar o gama 90 graus para
mudar a polarização, neste tipo de antena, a que mais nos interessa é a
antena parabólica.
Com esta antena, podemos cobrir uma área bastante restrita, sendo mais usada para link do tipo ponto a ponto.
Os modelos mais usados são as parabólicas, podendo ter a parábola
aberta(grade) ou fechada(fibra ou metal). A parábola fechada atenua
mais que a de grade os ruídos vindo de trás.
O alimentador (iluminador ou gama),da antena parabólica pode ser
fechado(tipo "caneco") ou aberto,um dipolo(tipo off set), sendo que o
fechado atenua mais os ruídos vindo dos lados que o aberto.
Se conhecermos bem o funcionamento de cada antena, de acordo com o tipo
e modelo, com certeza saberemos escolher a antena que mais se aproxima
do ideal para nossos propósitos, irradiando um sinal com melhor
qualidade, (menor percentual de ruídos com maior ganho em db).
Muitas vezes alem de onerarmos nossos custos na instalação de um link,
escolhendo uma antena com ganho acima do necessário, ainda corremos o
risco, do tipo ou modelo não ser o mais indicado, deixando de obter um
sinal de melhor qualidade.
Abaixo alguns exemplos quanto ao uso de antenas:
a) Uma antena omnidirecional de 8 dbi custa em media 200,00 dependendo
da qualidade, e uma de 15 dbi em media 600,00. Se nosso link for
atender usuários a menos de 4 km de distancia e nossa antena for
instalada em um ponto bastante elevado, a antena de 8 dbi ira fornecer
um sinal com melhor qualidade que a antena de 15 dbi, devido ao grau de
irradiação vertical ser bem mais aberto que a de 15 dbi.
b) Possuímos dois rádios instalados na mesma torre ou mesmo lugar, um
esta servindo como ponto de acesso através de uma antena omnidirecional
de 8 dbi para atender usuários localizados ao redor deste ponto a
distancias não superior a 4 km, e o outro rádio esta servindo como um
link ponto a ponto através de uma antena direcional(parabólica de grade
de 24 dbi), com a finalidade de enviar sinal a distancia de
aproximadamente 15 km.
A omnidirecional esta instalada acima da parabólica (errado,"sempre as
antenas com o ângulo do lóbulo de irradiação vertical mais aberto,
devem ficar abaixo das que possuem o ângulo do lóbulo de irradiação
vertical mais fechado").
Ambos os rádios estão transmitindo em canais distintos e distante entre
si por apenas um canal(errado, sempre que for necessário usar dois
canais instalados no mesmo local, eles deverão ter uma distancia entre
si de no mínimo três canais).
Bem, precisamos aumentar a área de abrangência do rádio com a antena
omni de 8 dbi, para aproximadamente 12 km, então instalamos um
amplificador de 1 w neste rádio(errado,iremos atingir os 12 km, mas com
esta potencia causaremos batimentos no link ponto a ponto). Este seria
o ultimo dos procedimentos.
Neste caso uma das alternativas seria instalar mais um rádio, com uma
antena omni de 15 dbi, operando cada rádio em canais bem distantes
entre si ( canais 1, 6 e 11 ), e as antenas instaladas,uma acima da
outra, na seguinte ordem de cima para baixo: 1- parabólica 2-
omnidirecional de 15 dbi 3- omnidirecional de 8 dbi.
OBS: Quando tivermos que instalar antenas omnidirecionais em torre
metálica, elas deverão se possível, ficar afastada da torre no mínimo a
distancia de 10 x o comprimento de onda, evitando possíveis alterações
em seu lóbulo de irradiação.
c) Possuímos um ponto de acesso que a muito tempo vinha operando com um
sinal de boa qualidade, mas o nível do ruído subiu muito comprometendo
a qualidade do sinal, após ter sido instalado no mesmo local outro
radio por terceiros.
Se não houver possibilidade de mudarmos o local do nosso ponto de
acesso e nem entrar em acordo com quem instalou o outro rádio, antes de
tentarmos resolver nosso problema aumentando nossa potencia com uso de
amplificador, devemos trocar a polarização da nossa antena se a mesma
permitir, ou trocarmos esta por outra com polarização contrária.
d) Quando necessitarmos aumentar o nível de um sinal, devemos
fazê-lo,sempre que possível aumentando o ganho do mesmo e não a
potencia, pois quando aumentamos a potencia, aumentamos junto os ruídos
na mesma proporção e quando aumentamos o ganho, aumentamos somente o
sinal melhorando assim a qualidade do mesmo.
Obs: O ganho se aumenta com antenas de maior ganho e modelos
específicos. A potencia se aumenta com rádios de maior potencia ou com
uso de amplificadores.
C ) Escolha do tipo e modelo de antena:
Para definirmos qual o tipo e mod. de antena que ira suprir melhor
nossas necessidades, devemos: 1) Determinar de onde e para onde
desejamos enviar e receber sinais.
a) Enviar e receber sinais em um ângulo de 360 graus ao redor do nosso ponto de acesso.
b) de um ponto a diversos pontos em uma determinada direção para cobrir uma área pré-estabelecida..
c) de um ponto a outro pré-definido (ponto a ponto).
2) determinar a distancia a ser atingida pelo sinal.
a) de 0 á x/km
b) apartir de ? km até x/km
c) combinação dos itens a e b
d) atingir um ponto pré-determinado a x/km
3) se há visada com os pontos ou áreas onde queremos chegar com o sinal.
Não poderá ter obstáculos como montanha,
prédios, vegetação fechada, etc...entre os pontos
a serem feitos os enlaces.
4) local disponível para a instalação da antena e do rádio.
a) tipo de estrutura existente.
b) altura em relação aos pontos a serem atingidos.
c) se existe proteção contra raios e que tipo.
d) se existe outros equipamentos wireless instalados no local e quais os tipos.
e) se possível checar o nível de ruído existente no local.
f) distancia mínima possível entre o rádio e a antena.
g) potencia do rádio (se já adquirido).
Com a definição dos itens acima, dificilmente deixaremos de escolher a
antena que mais se aproxime do ideal para nossos propósitos, ou seja,
colocar o sinal necessário, no local determinado com o menor desperdiço
em outras direções, com a menor potencia gerada, com o menor custo
possível.
D) interferências de RF.
A interferência de RF pode apresentar-se das seguintes formas:
-Fixa quando a relação sinal/ruído se mantem constante. -Variável
quando a relação sinal/ruído apresenta variações distintas entre si.
-como batimento quando há variações na potencia, mantendo constante o
percentual sinal/ruído.
A fonte da interferência pode ser:
-própria Quando usamos mais de um rádio em canais muito próximos.
Quando usamos mais de uma antena sem atender os critérios mínimos
quanto a aproximação entre as mesmas, ou porque alguma ou todas estão
com o nível da potencia refletida(onda estacionária) acima do limite
aceitável, conexões com defeito, umidade ou oxidação.
Quando usamos potencia acima do aceitável pela aproximação dos rádios ou antenas.
-de terceiros Quando vinda de equipamentos de terceiros instalados em
local próximo ou não ao nosso, tendo como motivo os mesmo citados acima.
Esta interferência é a mais difícil de eliminar, pois poderemos depender da boa vontade de terceiros.
É importante sabermos a fonte de interferência para sabermos no mínimo
como amenizar o problema. Quando a interferência chega até nosso
equipamento por via indireta (freqüência refletida por algum objeto),
torna-se difícil identificar sua origem e conseqüentemente dificultando
uma solução.
As principais fontes de interferências nas formas fixa ou variável podem ser:
- Potencia excessiva, levando em conta todo os equipamentos instalados
no local. - Antenas(s) mal dimensionadas. - Antena(s) de ma qualidade
com alto percentual de potencia refletida(ondas estacionárias). -
Rádios transmitindo em canais muito próximos (menos que três canais de
diferença). - Rádios transmitindo em freqüências completamente
diferentes, porem operando com alta potencia (acima de 500 watts),
próximos dos equipamentos afetados. - Realimentação do sistema
irradiante por RF refletida. - Espúrios ou harmônicas de outras
freqüências que coincidem com o comprimento de onda irradiado por
nossos equipamentos.
As principais fontes de interferências na forma de batimento:
Obs: O batimento provoca a queda da potencia sem alteração na relação
sinal/ruído, podendo inclusive interromper totalmente um link.
- encontro de RFs de fontes diferentes, porem com sinais de mesmo nível em contra-fase.
Obs: este fenômeno pode acontecer em qualquer ponto entre links,
inclusive em determinados horários, quando o tráfego de dados aumenta
chegando próximo ao limite dos equipamentos.
-A queda de potencia também pode ser causada por penetração de umidade
em conectores, cabos, e na própria antena, ou por oxidação destes
elementos.
Podemos considerar a água como o segundo inimigo de peso no sistema wireless de transmissão de dados.
Para se ter uma idéia, 70% dos problemas com queda de sinal e perda de
pacotes, em níveis consideráveis, tem como origem umidade interna em
conexões, em cabos e até mesmo internamente em antenas, ou por oxidação
nestes componentes.
Tornar uma emenda hermética através da aplicação de silicone ou fita
autofusão, é de fundamental importância para evitarmos problemas
futuros com perda acentuada de potencia e de pacotes, principalmente em
conexões com divisores de potencia.
Sempre que tivermos problemas deste tipo, devemos antes de começar a
trocar antenas, rádios ou cabos de transmissão, fazermos uma revisão
minuciosa nas conexões e no cabinho conhecido como proprietário (tem
entre 30 e 60 cm), aquele que liga o rádio ou cartão ao cabo de
transmissão ou diretamente a antena quando esta está próxima.
Marcelo Ferreira,--- ------- --------- --------- 
"Crise = Oportunidade"
"Não
há nenhuma segurança nesta terra. Somente oportunidade." (Gen. Douglas
MacArthur)"
"As oportunidades sempre parecem maiores indo do que vindo."
"Você
nunca enfrentará um problema que não esteja carregado de
oportunidades." (H. Jackson Brown)
"No meio de qualquer dificuldade encontra-se a oportunidade." (Albert Einstein)
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