A Relação Custo-Benefício da Banda Larga
Por : FELIPE PIMENTEL DA CRUZ e WESLEY DAHÚ MENDES DOS SANTOS


Trabalho de Conclusão de Curso apresentado aos professores da ETE Polivalente de Americana do Centro Paula Souza como exigência para a avaliação da disciplina Projeto.
Americana - 2006

“Gostaríamos de agradecer aos nossos professores coordenadores do projeto, Neyde Ciampone de Souza, Guilherme Mancini Ciampone e Yara de Nadai pela orientação, atenção e colaboração além de nossos amigos, pela convivência e ajuda. 

Também aproveitamos para agradecer ao Presidente da ABUSAR - Associação Brasileira dos Usuários de Acesso Rápido, Horacio Belfort que no forneceu informações fundamentais para o decorrer do projeto. Muito obrigado a todos!”. 


“Desenvolvimento sem a Internet seria o equivalente à industrialização sem eletricidade na era Industrial”
( Manuel Castells)
 

Sumário

1. INTRODUÇÃO
2. OBJETIVOS
3. METODOLOGIA
4. PESQUISAS

5. QUESTIONÁRIO
6. CONCLUSÃO
7. BIBLIOGRAFIA


1. Introdução
A partir da Revolução Telemática ou Terceira Revolução Industrial, desenvolvidas gradativamente desde a segunda metade da década de 1970 e, principalmente, nos anos 1990, a Internet cresce em grandes proporções e passa a ser a mais ampla e pratica fonte de conhecimento, comunicação e entretenimento, além de ser essencial para atender a demanda do mercado comercial, industrial e tecnológico.
O uso das redes, como uma nova forma de interação no processo educativo, amplia a ação de comunicação entre aluno e professor. Desta forma, o ato de educar (com o auxílio da Internet), proporciona a quebra de fronteiras e remove o isolamento da sala de aula, acelerando a aprendizagem dos alunos em seus próprios ritmos.
Porem, para termos uma conexão veloz e estável, necessária para obtermos bons resultados relacionados a tais benefícios, é preciso utilizar a Internet banda larga, já que essa conexão oferece recursos dos quais a Internet discada é ineficaz ao realizar. Diante do alto custo da Banda Larga no Brasil, fator que dificulta o acesso da grande parte da população, resolvemos criar um projeto investigativo com o intuito de averiguar os problemas relacionados a esse tipo de serviço e conscientizar usuários de Internet. 

2. Objetivos

Levantar a média do custo da banda larga em outros paises e comparar com a média do Brasil para averiguar se o preço que pagamos por essa conexão é aceitável e se corresponde ao serviço prestado pelas empresas responsáveis por esse mercado.

Apresentar um trabalho de conscientização sobre o assunto.

3. Metodologia

Iniciamos com as Pesquisas teóricas feitas através de Internet e revistas. Em seguida, conversamos com especialistas para complementar o conhecimento adquirido e tirar algumas dúvidas. Depois disso, aplicamos um questionário investigativo a alunos de informática, com base nas pesquisas. Ao final, discutimos os resultados e chegamos à conclusão.

4. Pesquisas

4.1 Unidade de Medida de Memória virtual

Bit - É a menor unidade de referência de armazenamento, são necessários 8 bits para se obter um byte.

Byte - É a menor unidade de medida.

1 Byte equivale a 1 caractere que equivale a 1 letra ou símbolo.

Em termos numéricos teremos:

1 Byte => 8 bits
1 Kbyte => 1024 bytes
1 Mbyte => 1024 Kbytes
1 Gbyte => 1024 Mbytes
1 Tbyte => 1024 Gbytes

4.2 Taxa de transferência

Toda vez que você se conecta à Internet, é atribuída uma taxa de velocidade de transferência de dados que você se conectou. Uma conexão discada com um modem de velocidade máxima de 56Kbps (kilo bits por segundo), consegue atingir em média a conexão máxima de 32 kbps.
Cada vez que uma pessoa acessa páginas de Internet ela transfere uma quantidade de bytes (texto + imagens) para o seu computador.
Quando vamos fazer um download, por exemplo, se quisermos saber o tempo que será gasto é necessário efetuar alguns cálculos.

Para converter kbps para Kb/s, deve-se dividir o total em kbps por 8, como na tabela abaixo:

128 kbps ÷8 = 16 KB/s (Kilobytes por segundo)
256 kbps ÷8 = 32 KB/s
300 kbps ÷8 = 37.5 KB/s
512 kbps ÷8 = 64 KB/s 
600 kbps ÷8 = 75 KB/s
1 Mbps = 1024 kbps ÷8 = 128 KB/s

4.3 Linha discada
Conexão por linha discada, também denominada dial-up é um tipo de acesso à Internet no qual uma pessoa usa um modem e uma linha telefônica para se ligar a um nó de uma rede de computadores do ISP. A partir desse momento, o ISP encarrega-se de fazer o roteamento para a Internet. 
Este tipo de acesso perde adeptos devido à massificação de acessos de banda larga, como DSL e ligações por cabo.
É possível aumentar a velocidade da dial-up, juntando mais modems e linhas telefônicas no mesmo computador e usando um programa chamado midpoint para juntá-las e ter 150Kbps ou mais.

4.4 O que é Banda Larga?
Banda larga é o nome usado para definir qualquer conexão acima da velocidade padrão dos modems analógicos (56 Kbps). Usando linhas analógicas convencionais, a velocidade máxima de conexão é de 56 Kbps. Para obter velocidade acima desta tem-se obrigatoriamente de optar por uma outra maneira de conexão do computador com o provedor. Atualmente existem inúmeras soluções no mercado.

4.5 Tecnologias de Banda Larga

4.6 ISDN/DSL

Digital Subscriber Line, ou simplesmente DSL, é uma família de tecnologias que fornecem um meio de transmissão digital de dados, aproveitando a própria rede de telefonia que chega na maioria das residências. Ela foi inventada em 1988 por um engenheiro da Bell Labs. O seu uso começou no final da década de 1990 como forma de acesso à Internet de banda larga. 
As velocidades típicas de download de uma linha DSL variam de 128 kilobits por segundo (kbit/s) até 24 mil kbits/s dependendo da tecnologia implementada e oferecida aos clientes. As velocidades de upload são menores do que as de download para o ADSL e são iguais para o caso do SDSL. Para uma rede de telefonia transmitir dados através destas tecnologias, ela precisa ser 100% digital além das companhias de telefone adaptar uma aparelhagem que a viabilize a conexão. Requer do usuário um modem apropriado. 
É possível ampliar esta tecnologia desde que as redes sejam substituídas por cabo de fibra óptica. Existem diversos tipos de tecnologia DSL tais como: RDIS, HDSL, ADSL, ADSL Lite, VDSL, RADSL e SDSL..

4.7 Wireless/Rádio
Utiliza ondas de Rádio-freqüência para transmitir os dados. Há duas tecnologias em uso no Brasil sendo bastante comum confundi-las.

Adaptador de rede PCI com tecnologia Wireless ou Wi-Fi adaptador de rede PCI com tecnologia Wireless ou Wi-fi
Roteador Wireless Roteador Wireless.

4.8 Cabo/CATV
Esta tecnologia utiliza as redes de transmissão de TV por cabo convencionais para transmitir dados em velocidades que variam de 256 Kbp/s a 8 Mbp/s. 
Utiliza uma topologia de rede partilhada, onde todos os utilizadores partilham a mesma largura de banda.
No Brasil, as duas maiores companhias de TV a cabo NET e TVA disponibilizam o serviço. Atualmente a maior velocidade disponível no Brasil, que atinge até 10 Mbp/s é oferecida pela Vivax. Requer do usuário um modem apropriado. Em Portugal, todas as companhias de TV por cabo disponibilizam Internet por cabo: TVCabo, Cabovisão, Bragatel, TVTel, Pluricanal.

4.9 Satélite
Usada em menor escala por empresas e instituições financeiras, esta tecnologia utiliza satélites de comunicação para transmitir o sinal diretamente aos computadores que os captam através de antenas parabólicas comuns e receptores. A velocidade depende do satélite envolvido e do serviço. 

É certamente a via mais rápida para uma inclusão digital geograficamente mais abrangente.

No Brasil, a Embratel oferece o serviço pela Star One - bidirecional completo - tanto para usuários residenciais como corporativos, mas esse serviço tem custo elevado. 

Nos anos 90, a DIRECTV tentou emplacar um serviço desse tipo a consumidores residenciais nos EUA, mas não obteve sucesso, principalmente pela banda de transmissão ser unidirecional - era capaz de apenas receber informações, sendo necessário um modem simples para a transmissão. 

Esse serviço, de custo acessível, é fornecido com sucesso no Brasil, pela RAGIO

A grande vantagem é que pode-se estabelecer conexão em qualquer parte do país, até mesmo em áreas remotas. 

Muitos empreendedores do interior do país estão montando pequenos provedores de acesso, lan houses e ciber cafés baseados neste tipo de solução. 


4.10 Energia Elétrica
Ainda no campo da pesquisa por mais de 8 anos nos EUA, consiste em transmitir os sinais de Internet através da rede elétrica. Nunca foi implantada comercialmente e um dos seus maiores problemas é que quanto maior a distância da casa do usuário aos servidores do provedor, pior fica a recepção e a velocidade. Atualmente vem sendo testada no Brasil nos estados de São Paulo e Minas Gerais (pela Eletropaulo e CEMIG, respectivamente). 

O grande problema, na verdade, são os transformadores. O sinal até poderia ser transmitido a longas distâncias, porém os dados se perdem quando chegam aos transformadores. O caso mais próximo do sucesso deu-se na Alemanha, onde os transformadores não ficam nos postes, mas nas próprias residências. Porém, o sucesso não foi absoluto, devido à dificuldade de lidar com a alta tensão encontrada antes dos transformadores.

4.11 Fibra óptica

As fibras ópticas são utilizadas como meio de transmissão de ondas electromagnéticas (como a luz) uma vez que são transparentes e podem ser agrupadas em cabos. Estas fibras são feitas de plástico ou de vidro. O vidro é mais utilizado porque absorve menos as ondas electromagnéticas. As ondas electromagnéticas mais utilizadas são as correspondentes à gama da luz infravermelha.

O meio de transmissão por fibra óptica é chamado de "guiado", porque as ondas eletromagnéticas são "guiadas" na fibra, embora o meio transmita ondas onidirecionais, contrariamente à transmissão "sem-fio", cujo meio é chamado de "não-guiado". 

Mesmo confinada a um meio físico, a luz transmitida pela fibra óptica proporciona o alcance de taxas de transmissão (velocidades) elevadíssimas, da ordem de dez elevado à nona potência a dez elevado à décima potência, de bits por segundo, com baixa taxa de atenuação por quilômetro. Mas a velocidade de transmissão total possível ainda não foi alcançada pelas tecnologias existentes. Como a luz se propaga no interior de um meio físico, sofrendo ainda o fenômeno de refração, ela não consegue alcançar a velocidade de propagação no vácuo, que é de 300.000 km/segundo, sendo esta velocidade diminuída consideravelmente.

4.12 DISCADA X DSL

Alguns provedores oferecem a estrondosa velocidade de 2 megabits por segundo para download. Na teoria, significa que você pode baixar um arquivo de 15 Mb em até um minuto (na prática, também depende de alguns fatores, como congestionamento em servidores, localização geográfica do site visitado e outros). É claro que a mensalidade do acesso para essa velocidade é bastante caro;

Velocidade Ganho
bps = bits por segundo em relação a modem de 56 kbps
256 K bps 357 % 
512 K bps 814 %
2 M bps   3557% 

4.13 ADSL X Cabo
O ADSL é a tecnologia dominante no conjunto dos 30 países que participam da OCDE com 62,6% dos acessos. Entre estes países, Estados Unidos e Canadá são os únicos em que o cabo supera o ADSL. No Japão 25,8% dos acessos banda larga são de outras tecnologias - o país é o que vem investindo mais pesadamente em acesso de fibra óptica até a residência.

No Brasil, como na maioria dos países da América Latina, o ADSL é a tecnologia dominante com 77,6% dos acessos, seguido pelo cabo com 20,5%, de acordo com os dados compilados pelo Teleco.

4.14 O Crescimento da Banda Larga
Estudo do DSL Fórum indica que 125 milhões de pessoas já navegam por banda larga em todo o mundo. 
A tecnologia DSL (Digital Subscribe Line), que dá nome ao grupo, conquistou 40 milhões de pessoas no mundo entre setembro de 2004 e setembro de 2005. De acordo com o estudo, 19 países somavam mais de 1 milhão de assinantes de DSL até setembro. 
No Brasil, 1,1 milhão de usuários se juntaram à banda larga no período. França e Reino Unido adicionaram 3 milhões de internautas cada. A China ampliou sua base de acesso DSL em 10 milhões de internautas. A pesquisa mostra que o Oriente Médio e a África foram as regiões com crescimento mais rápido, com alta de 140% no número de usuários. Convém lembrar que essas regiões possuem relativamente menos internautas, o que pode gerar números inchados, como o acima. 

4.15 O crescimento da Banda Larga no Brasil
Um milhão de clientes foram conquistados por três das maiores provedoras do País. Três das principais provedoras de acesso rápido à internet conquistaram, juntas, mais de um milhão de usuários nos últimos 12 meses, um crescimento médio entre elas de 53%. A Telemar pode, sozinha, ultrapassar a barreira de um milhão de clientes até o final de agosto. A estimativa será confirmada se a empresa mantiver o atual ritmo de expansão, com 970 mil usuários do serviço de acesso rápido à internet, um aumento de mais de 51,6% desde junho de 2005.

A Net Serviços de Comunicação, principal operadora de TV a cabo do País, mais que dobrou a carteira de clientes do serviço Virtua, de 253,2 mil clientes para 532,2 mil no final de junho. E a Telefônica também já contabiliza 1,378 milhão de usuários, salto de 41,1% em doze meses. O crescimento da banda larga ajuda as operadoras a vender outros serviços, como telefonia fixa, chamadas de longa distância e celular.

Base de usuários - Acessos Banda Larga - Brasil
NOTA: Informações mais recentes, de diversas fontes e datas

Base de usuários - Acessos Banda Larga - Brasil
NOTA: Informações mais recentes, de diversas fontes e datas

Total - Banda Larga 2003

1.680 mil

Total - Banda Larga 2004

2 milhões de acessos

Total - Banda Larga 2005

3.1 milhões de acessos

Banda Larga 2006 - Previsão

4,5 milhões de acessos

ADSL (todas)

3100 mil

Telefônica / Speedy

1207 mil
entre 10 e 20% são Business

Brasil Telecom

1300 mil

Telemar / Velox

1 milhão

GVT / Turbonet

66 mil

CTBC / NetSuper

29 mil

Sercomtel

9 mil

Cabo (todas)

680 mil

Net / Virtua

727 mil

TVA / AJato

37 mil

Vivax - CanBrás + Horizon

69 mil

BIG TV

25 mil

TV Cidade

4 mil

TVN - Acesso cabo

3 mil

W@y Brasil - Acesso cabo

25 mil

Satélite: StarOne, Ragio, etc.

8,1 mil aprox.

Neovia (DirectNet) - Acesso via Rádio WiFi / WiMax

25 mil

Outras: Acessos Rádio, Giro, AcesseRápido,  Mais TV,
ALOL, Planetarium, Taho etc.

42.2 mil aprox.

Fonte: ABUSAR, ABTA, Operadoras e Teleco 

Companhias telefônicas dominam setor de banda larga 
Mais de 68% das conexões Web no Brasil são banda larga 
Do total de conexões de Internet contabilizadas no Brasil , 68% são banda larga, segundo o IBOPE//NetRatings. Isso corresponde a 9 milhões de internautas que acessam a Web em alta velocidade, num total de 13,2 milhões de usuários.
Em maio de 2005, o percentual de acessos banda larga na Internet brasileira era de 54,9%. O que correspondia, na época, a 6,3 milhões de internautas navegando em alta velocidade. Naquele período o total de usuários residenciais era de 11,5 milhões de pessoas. 
Já em comparação ao mês de abril deste ano, quando o percentual de conexões banda larga era de 66,4%, o equivalente a 8,9 milhões de usuários, houve um aumento de mais de 2% na penetração da conexão rápida entre os internautas residencias. Isso mostra que o acesso em alta velocidade continua crescendo entre os brasileiros, mesmo tendo caido em 200 mil o número de internautas domésticos em maio. 

4.16 Banda Larga ultrapassa TV por Assinatura 
O número de assinantes de acessos Banda Larga à Internet no Brasil ultrapassou o de TV por Assinatura em Maio de 2006, atingindo a marca de 4,5 milhões, segundo estimativas do Teleco.

A Banda Larga cresceu 64% em 2005 e a TV por Assinatura 9%. Estes resultados não chegam a surpreender. Enquete realizada pelo Teleco indicou que se tivessem de escolher entre estes dois serviços, 76% escolheriam a Banda Larga. 

A renda da população, que não tem condições de arcar com a mensalidade da TV por Assinatura, é o grande entrave para o crescimento deste serviço. A estratégia das operadoras de TV por assinatura tem sido de se concentrar nas classes A e B procurando aumentar a receita através do oferecimento de outros serviços, inclusive Banda Larga. 

Fonte: ABTA, Operadoras e Teleco

As operadoras de TV a Cabo representavam 60,3% dos assinantes de TV por assinatura em 2005 e respondiam por 16,6% dos acessos banda larga no Brasil.

As operadoras de telefonia fixa dominam o mercado de acesso Banda Larga no Brasil com 81,5% de market share em 2005 (tecnologia ADSL). 

Apesar do crescimento, a penetração da Banda Larga no Brasil é ainda muito baixa correspondendo à uma densidade de 2,4 acessos/100 hab. em maio de 2006. Segundo enquete realizada pelo Teleco o preço do serviço (66%) e as localidades atendidas (18%) são os ítens que necessitam melhorar.

Apesar dos provedores de Banda Larga ADSL estarem oferecendo soluções com preços médios mensais menores que os de TV por Assinatura, o custo é ainda alto para grande parte da população. Soma-se a isto o fato de que para possuir um acesso ADSL, é necessário possuir também uma linha telefônica fixa. Sem falar do custo adicional da contratação de um provedor de acesso à Internet.

4.17 Acesso a Internet no Mundo
Pessoas com 2 anos ou mais que moram em domicílios com acesso à internet via computador doméstico, em milhões 
Fonte: GNETT - IBOPE//NetRatings



4.18 A Realidade no Brasil
· 14,49% dos domicílios brasileiros possuem acesso à Internet.
· 54,35% da população brasileira nunca utilizou um computador.
· 66,68% da população brasileira nunca usou a Internet.
O serviço de Banda Larga atende somente 30% dos municípios brasileiros, e a telefonia celular, segundo a ANATEL, está disponível apenas em 56% das cidades.

4.19 Falta concorrência no País

O Brasil está muito aquém da Argentina e do México no que diz respeito à oferta, ao custo e à qualidade de banda larga. No país vizinho, onde o preço da banda larga é cerca de 40% menor que o praticado no mercado brasileiro, o número de assinantes dobrou tanto em 2004 quanto no ano passado. 

Além disso, 95% da banda larga oferecida aqui está abaixo de 1 Mbps, ou seja, é considerada "pobre" ou "curta" se comparada com o serviço de outros países. O cenário é apontado pelo presidente-executivo da Associação Brasileira das Prestadoras de Serviços de Telecomunicações Competitivas (TelComp), Luis Cuza. 

Para reverter esse quadro, o executivo levanta a bandeira do aumento da concorrência. "Faltam no Brasil políticas públicas que fomentem a concorrência e desfavoreçam o controle de mercado. Enquanto aqui os impostos sobre serviços da telecom chegam a 42%, na Argentina estão entre 21% e 22% e, nos Estados Unidos, 3%.”

O executivo explica que existem três razões principais pelas quais são baixos os investimentos na área de telecom: agência regulatória fraca (a Anatel perdeu poder); tributos muito altos e focados em recolher mais dinheiro, em vez de fomentar crescimento tecnológico; e falta de posicionamento do executivo e legislativo para trazer 
novos investimentos.

4.20 Exclusão digital ainda é barreira 
O preço de acesso à banda larga no Brasil apresentou queda nos últimos anos, tornando esta alternativa mais popular entre os internautas brasileiros --atualmente, são 4,3 milhões de conexões deste tipo no país. Animados com esta tendência, mas cientes das dificuldades existentes no mercado local, empresas de telefonia e tecnologia se reuniram nesta quinta-feira para divulgar e comentar os resultados do estudo "Barômetro Cisco de Banda Larga". 

Elaborada pela consultoria IDC, esta pesquisa indica aumento de 8% na base instalada entre o último trimestre de 2005 e o primeiro trimestre de 2006. Durante todo o ano passado, o crescimento ficou em 73%, enquanto as previsões para 2006 estão em torno dos 48%. Os números referem-se às conexões rápidas no ambiente doméstico (86,3%), além de pequenas e médias empresas (13,7%). 

Apesar de as porcentagens indicarem a popularização do acesso, ainda há diversas barreiras que podem atrapalhar a meta de 10 milhões de conexões de banda larga até 2010. "O acesso digital barateou, mas ainda custa caro por conta da tributação [taxas impostas pelo governo]. No Brasil, o acesso rápido chega a ser três vezes mais caro do que em outros países", afirma Mauricio Giusti, diretor de coordenação estratégica da Telefônica. 

Além disso, o executivo também aponta como problema a baixa penetração de PCs entre a população mais carente. O presidente da Cisco do Brasil, Rafael Steinhauser, faz coro: "O programa do governo para inclusão digital aumentou a venda de computadores, mas ainda não facilitou a conexão destas máquinas à internet", afirma. Os beneficiados por programas deste tipo são vistos como possíveis assinantes da banda larga no futuro, depois que passarem pela experiência da conexão discada. 

As classes A e B, já incluídas digitalmente, acham que vale a pena pagar pela internet mais rápida --o valor médio de conexões com velocidades entre 256 Kbps e 512 Kbps, que era de R$ 101 em 2004, passou para R$ 55 em 2005. No entanto, ainda deve demorar alguns anos até que a queda nos preços também seja vantajosa para outras classes sociais, que há pouco entraram no processo de aquisição de PCs populares.

4.21 Comparação entre Serviços de Banda Larga
Uma pequena lista, retirada da revista Computer Power User ( http://www.computerpoweruser.com ), compara o valor mensal médio cobrado pelo acesso à internet residencial, na velocidade de 1Mbps, em diversos países:

   Austrália
   US$  3,79
   Canadá
   US$  6,09
   França
   US$  1,51
   Alemanha
   US$  6,29
   Hong Kong
   US$  7,69
   Itália
   US$  2,34
   Japão
   US$  0,75
   Coréia do Sul
   US$  0,73
   Espanha
   US$ 13,44
   Inglaterra
   US$  2,86
   Estados Unidos
   US$  6,10

Enquanto isso, no interior de Minas, a Telemar cobra R$ 149,90, ou seja: mais de US$ 67,00! Já nas principais capitais ela cobra R$ 62,90 por uma conexão de 1 Mb, ou US$ 28,00. No Amazonas, ela exagera, um Velox 600 custa R$ 800,00 mensais !

5. Questionário 

Pesquisa realizada com uma amostra de 20% da população dos alunos de Informática da escola ETE Polivalente de Americana (36 alunos, sendo 6 de cada classe).

O intuito era saber até que ponto as pessoas conhecem a tecnologia Banda Larga; quem já possuía esse serviço; e pedir sugestões de solução para os possíveis problemas envolvidos.

1.) Você sabe o que é Banda Larga?



2.) Qual dos tipos de conexão via Banda Larga você conhece?



3.) Você possui Banda Larga em sua casa? Se sim, de que tipo?



4.) Se você não possui Banda Larga, qual o motivo?



5) Se você possui, por que você optou pela Banda Larga?

(Praticamente todos os alunos apontaram a alta velocidade como principal motivo de aproveitarem dos serviços de uma Banda Larga. Depois deste, o principal motivo foi a economia que essa conexão pode exercer sobre a conexão discada -Melhor Custo benefício.)

6) O que você acha que há de errado com o sistema de Banda Larga no Brasil?
Na sua opinião como isso poderia ser melhorado?

Respostas mais consistentes

“o que há de errado ?”

· Alto custo
· Falta de cobertura
· Taxa de download e upload incertas
· Instabilidade
· Desenvolvimento tecnológico defasado

“Como poderia ser melhorado?”

· Investimentos tecnológicos
· Aumento da concorrência 
· Aumento da taxa de download )

6. Conclusão

Em termos de tecnologia, o Brasil possui um sistema de Banda Larga considerado razoável, porém a distribuição desse serviço ainda é péssima. 

Principalmente por falta de concorrência, o custo dessa conexão torna-se muito alto.

O que mais prejudica a difusão da Banda Larga é a burocracia criada pelas empresas responsáveis por esse tipo de serviço. Elas criam obstáculos limitando o acesso, evitando que os usuários consigam utilizar plenamente o serviço, obtendo lucros imorais e ilegais.

A falta de informação das pessoas em relação à Banda Larga também dificulta o acesso das mesmas. Apesar de praticamente todos saberem o significado de Banda Larga em geral, poucos realmente conhecem os seus tipos de conexão e como funcionam.

7. Bibliografia 

Sites:

http://www.abusar.org.br 
http://www.terra.com.br/informatica/especial/bandalarga/adsl.htm 
http://www1.folha.uol.com.br/folha/informatica/ult124u20236.shtml 

Livro:

Estudo dirigido – Windows 98 – Manzano - 13° edição (2002). As Unidades de Medida (p. 21).


Revistas:

A Revista Info. Ano 21, nº 245, Agosto 2006. “Banda Larga para chegar aos 10 Mbits."